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Tropeço nas pedras


Publicada em 13/11/2017 às 16:00h 

            "Tropeçamos sempre nas pedras pequenas, as grandes logo enxergamos"

                                                                    (provérbio japonês).

 

O provérbio japonês acima é uma grande verdade. Ao andarmos nas ruas e calçadas tropeçamos nas pequenas pedras, nos pequenos desníveis, pois as grandes pedras são vistas de longe e logo tomamos todas as precauções para não tropeçarmos.

 

Na nossa vida empresarial e profissional também é assim.

 

Na empresa, dificilmente alguém inicia perdendo e vendendo com grandes prejuízos. Pelo contrário, concede um pequeno desconto aqui, um desconto maior ali e quando vê, seus clientes só compram o seu produto/serviço pelo preço (ou pelo desconto). Na sequência, o fluxo de caixa estoura e os problemas (tropeços) financeiros se tornam enormes.

 

Quanto ao prazo de entrega de um produto/serviço inicia com atraso de poucos dias, vai tendo o efeito dominó (um atraso leva a outro atraso) e quando vê, nada mais é entregue no prazo. Perde-se a confiança do cliente. Perde-se o cliente.

 

Quanto a qualidade do nosso produto/serviço, inicialmente ignoramos pequenas falhas, alegando que é normal. Nos habituamos com as falhas e a qualidade do nosso produto/serviço vai "despencando". Sem qualidade, perdemos vendas, perdemos clientes.

 

Quanto ao pós-venda, inicialmente não cumprimos com pequenos detalhes. Como já vendemos, damos prioridade aos novos clientes. E quando nos dermos conta, não teremos clientes novos e nem os antigos. 

 

Nessa linha empresarial, os exemplos são quase que infinitos.

 

Na área profissional, talvez começamos a atrasar  na chegada para o trabalho em poucos minutos em um dia ou outro e "como não dá nada", nos acostumamos e deixamos de ser assíduos (faltas e atrasos constantes).

 

Quanto a cumprir prazos e metas, em uma semana poderemos ter uma boa justificativa para o atraso ou não fechamento da meta. Mas, como não acontece nada de grave, logo o descumprimento de prazos passa a se tornar habitual.

 

Quanto a honestidade, hoje leva-se a caneta da empresa, amanhã alguns clips, depois umas folhas, um toner para impressora, um "jeitinho" para aumentar uma nota de despesa...  e a honestidade "foi pelo ralo".

 

Quanto a atualização profissional, neste mês não foi possível realizar nenhum curso, ler nenhum livro. O tempo passou e já faz um ano sem uma atualização. Logo, seremos o  profissional desatualizado.

 

E os exemplos de pequenos deslizes que vão aumentando, acontecem, cada vez, com mais frequência.

 

Portanto, conforme ilustrado anteriormente, não são os grandes problemas o início para o insucesso, tanto profissional quanto empresarial. Mas, são os tropeços nas pequenas pedras e "como não arrancaram os dedos" vão se repetindo, aumentando e tornam-se em algo que levará a falência da empresa ou a demissão do profissional.

 

Portanto, "fique de olho" nas "pequenas pedras" e cuide para não "tropeçar nelas".

  

Marcone Hahan de Souza

Administrador e Contador, Professor Universitário. Sócio da M&M Assessoria Contábil

 


 







Sobre o(a) colunista:



Marcone Hahan de Souza

Administrador e Contador. Sócio da M&M Assessoria Contábil.



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