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"Quem fala o que quer, ouve o que não quer"


Publicada em 30/01/2019 às 16:00h 


Conta-se uma história, que há muito anos atrás, em um curso de medicina, um determinado professor, que se julgava com muito conhecimento, se dirigiu a um determinado aluno e lhe perguntou:

- Quantos rins nós temos?

O aluno, prontamente, respondeu:

- Quatro.

O professor, de forma arrogante, replica:

- Quatro?!

E, após um breve momento de silêncio na sala de aula, o professor continuou e pediu para o seu auxiliar:

- Tragam um feixe de capim, pois temos um jumento na sala.

O aluno, rapidamente "complementa" o pedido

- E, para mim, um cafezinho!

Com a atitude do aluno, o professor ficou irado e o expulsou da sala de aula.

Ao sair da sala o aluno ainda teve a audácia de corrigir o furioso professor:

- O senhor me perguntou quantos rins nós temos. Nós temos quatro. Eu tenho dois e o senhor tem dois. Nós, é uma expressão usada no plural. Tenha um bom apetite e delicie-se com capim.

O aluno era Aparício Torelly Aporelly, o "Barão de Itararé".

Um parêntese:

Talvez, hoje em dia, essa não é a melhor forma de diálogo em uma sala de aula. Chamar alguém de jumento, sugerir que coma capim, expulsar o aluno, responder dessa forma ao professor, etc. Mas, a história acima serve para aprendermos...

Algumas lições:

- Nem sempre o conhecimento é tudo. É necessário compreender o público e, se não ficar bem claro, ter a humildade de refazer a colocação ou até mesmo de assumir o erro e corrigir-se;

- A arrogância, às vezes, ofusca o conhecimento;

- "Quem fala o que quer, ouve o que não quer";

- Às vezes, obtemos respostas "tortas", pois não fazemos as perguntas corretas. Se necessário, refaça a pergunta utilizando outras palavras ou "indo por outro caminho";

- Comunicação perfeita só se dá quando os dois se entendem.

Diante disso, antes de criticarmos a resposta de alguém, vamos avaliar como foi a nossa pergunta.

Marcone Hahan de Souza

Administrador e Contador. Professor Universitário. Sócio da M&M Assessoria Contábil.






Sobre o(a) colunista:



Marcone Hahan de Souza

Administrador e Contador. Sócio da M&M Assessoria Contábil.



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