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Estudo sobre a Remuneração dos Empregados com CTPS Registrada


Publicada em 02/12/2019 às 16:00h 


O estudo mostra o crescimento na remuneração nos últimos 10 anos, remuneração por sexo, escolaridade, raça, pessoas com deficiência física, setor atividade da empresa, por regiões, por estado, remuneração mediana e índice GINI.

Segundo dados da RAIS, em 2018, houve redução real na remuneração média, atingindo R$3.060,88.

Em relação a 2017, a remuneração média real diminuiu R$14,44, equivalente a - 0,47%.

1. Remuneração segundo sexo

 

Do ponto de vista do gênero, a retração do rendimento médio refletiu, principalmente, na remuneração dos homens.

 

A remuneração média masculina diminuiu em -0,68%, alcançando R$3.268,81. Por sua vez, a remuneração média feminina registrou diminuição de -0,1%, atingindo R$2.798,06.

 


Em 2018, a remuneração média das mulheres correspondia a 85,6% da remuneração masculina.


2. Remuneração segundo escolaridade

 

Do ponto de vista da escolaridade, houve queda real da remuneração média em todas as faixas de escolaridade, à exceção do Ensino Fundamental Completo.

 

A faixa de escolaridade com maior remuneração média foi Ensino Superior Completo (R$6.155,31), seguida por Ensino Superior Incompleto (R$2.942,41), Ensino Médio Completo (R$2.180,24) e Ensino Fundamental Completo (R$1.964,94).

 


Em relação a 2017, as faixas de escolaridade com maior redução na remuneração média foram Ensino Superior Completo (-R$124,90, -1,99%), Ensino Superior Incompleto (-R$79,66, -2,64%), Analfabeto (-R$22,12, -1,45%), seguido da faixa de escolaridade Médio Incompleto (-R$45,11, -2,52%), Médio Completo (-R$34,02, - 1,54%), Fundamental Incompleto (-R$31,25, -1,65%). A única faixa de escolaridade que apresentou expansão foi Fundamental Completo (+R$7,79, +0,40%).

3. Remuneração segundo raça/cor

 

No que se refere à remuneração por raça e cor, em 2018 houve redução na remuneração média das pessoas que se declaram como Preta e Parda, -2,22% e - 0,61%, respectivamente. A raça/cor com maior aumento da remuneração média foi Indígena (+R$72,13, +2,90%).

 


A raça/cor com maior remuneração média é a Amarela (R$3,841,83), seguido da Branca (R$3.103,53), Indígena (R$2.555,27), Parda (R$2.167,49) e Preta (R$2.135,63).

4. Remuneração de Pessoas com Deficiência (PcD)

 

Do ponto de vista de remuneração por pessoas com algum tipo de deficiência, a maior remuneração média é a de Reabilitado (R$3.154,40), Física (R$2.968,52), Visual (R$2.956,64), Auditiva (R$2.807,68), Múltipla (R$2.628,41), a remuneração mais baixa é a de pessoas com Deficiência Intelectual (mental) (R$1.417,40).

 


Em comparação com 2017, pessoas com Deficiência Múltipla tiveram o maior aumento na remuneração média (+R$165,22, +6,71%), seguido por Deficiência Intelectual (mental) aumento de R$66,84 (+4,95%) e Física (+R$10,51, +0,36%). A maior queda foi de R$72,08 (-2,23%) entre os Reabilitados, -R$44,56 (-1,56%) com alguma deficiência auditiva e -R$30,66 (-1,03%) entre trabalhadores com deficiência visual.

5. Remuneração por setor

 

Da perspectiva setorial, houve crescimento da remuneração média em dois setores econômicos e retração em seis.

 

O setor econômico com maior remuneração média foi a Extrativa Mineral (R$6.506,14), seguida por SIUP (R$5.007,97), Administração Pública (R$4.427,25), Serviços (R$3.007,68), Indústria de Transformação (R$2.939,98), Construção Civil (R$2.365,06), Comércio (R$2.067,06) e Agropecuária (R$1.870,94).

 


Em relação a 2017, o setor da Extrativa Mineral descreveu a maior expansão (R$62,83, +0,98%), seguido pela Administração Pública    (R$55,63,+1,27%). Apresentaram queda no rendimento médio real os setores da SIUP (-R$118,24, - 2,31%), Construção Civil (-R$63,46, -2,61%), Indústria de Transformação (-R$47,70, - 1,60%), Agropecuária (-R$18,05, -0,96%) e Comércio (-R$6,62, -0,32%).


6. Remuneração por Região e por Estado

 

Do ponto de vista territorial, houve crescimento real da remuneração média em duas Regiões e doze Unidades Federativas.

 

A maior remuneração média concentrou-se na Região Centro-Oeste (R$3.617,17), seguida pelo Sudeste (R$3.212,11), Sul (R$2.989,03), Norte (R$2.905,37) e Nordeste (R$2.508,03).

 

Em relação a 2017, a Região com maior crescimento foi o Norte (+R$62,17, +2,19) e seguido pelo Nordeste (+R$1,82, +0,07%). A região com maior diminuição real na remuneração média foi Centro-Oeste (-R$25,62, -0,70%), Sudeste (-R$22,47, -0,69%) e Sul (-R$20,02, -0,67%).

 

Do ponto de vista das UFs, as maiores remunerações médias encontravam-se no

Distrito Federal (R$5.513,42), Amapá (R$3.889,34), Rio de Janeiro (R$3.517,14),

Roraima (R$3.419,88), São Paulo (R$3.378,98) e Rio Grande do Sul (R$3.067,79).

 

Em relação a 2017, as UFs com maior crescimento foram Amapá (+R$940,01, +31,87%), Sergipe (+R$59,47, +2,22%), Acre (+R$53,13 +1,78%), Pará (+R$39,61, +1,45%) e Maranhão (+R$31,91, +1,28%).

7. Índice Gini

 

O Índice Gini é um instrumento para pedir o grau de concentração de renda. Ele aponta a diferença entre os menores rendimentos e os maiores rendimentos. Numericamente varia de 0 à 1, sendo zero a situação de igualdade, ou seja, onde todos teriam a mesma renda; e o 1, no caso de extrema desigualdade, onde uma só pessoa deteria toda a renda.


O Índice de Gini da RAIS 2018 foi de 0,4591, 0,0003 menor que no ano anterior, uma variação relativa de 0,07% em relação a 2017.


8. Mediana

 

A remuneração mediana em dezembro de 2018 foi de R$1.827,15. No recorte de sexo, a remuneração mediana das mulheres foi 13,7% menor que a dos homens (R$1.672,68 remuneração mediana das mulheres, e R$1.938,94 dos homens).

 


Na perspectiva geográfica, o Distrito Federal possuía a maior remuneração mediana (R$2.733,11), seguido por São Paulo (R$2.070,00). A menor remuneração mediana foi registrada no estado do Ceará (R$1.340,00) e Paraíba (R$1.358,98)

Fonte: ME/RAIS, com adaptações da M&M Assessoria Contábil


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