Em
1928, uma decisão extrema.
João
Batista Martins Coube tinha 18 anos quando deixou o interior do Rio de Janeiro
em busca de oportunidades.
Passou
por Botucatu.
Depois
chegou a Bauru, no interior de São Paulo.
Sem
capital.
Sem
garantias.
Só
coragem.
Ali,
decidiu fundar sua própria empresa: Tipografia e Livrarias Brasil.
Para
isso, fez o que poucos teriam coragem de fazer.
Vendeu
a casa onde morava com a família.
Foi
viver com parentes.
Apostou
tudo no negócio.
No
início, imprimia livros e jornais.
Trabalho
manual.
Máquinas
pesadas.
Margens
apertadas.
Mas
o negócio cresceu.
Em
1949, a empresa inaugurou um novo prédio:
-
quatro andares
-
loja no térreo
-
gráfica nos andares superiores
No
início dos anos 1950, já eram:
-
mais de 350 funcionários
-
9 filiais
-
representantes em todo o Brasil
Na
década de 1970, a empresa ganhou o nome que atravessaria gerações:
Tilibra
Uma
junção simples de Tipografia + Livrarias + Brasil.
João
faleceu em 1970, aos 70 anos.
Deixou
mais do que uma empresa.
Deixou
uma base sólida.
Por
três gerações, a família seguiu à frente do negócio.
Em
1988, a Tilibra já era a maior fabricante de itens escolares do país.
E
fez uma escolha estratégica que marcou época.
Firmou
contratos exclusivos com personagens famosos:
Snoopy.
Garfield.
Comandos
em Ação.
Transformou
cadernos em desejo.
Produto
comum em identidade emocional.
Em
2004, a Tilibra foi adquirida por um grupo americano.
Mas
a marca seguiu presente.
Crescendo.
Atravessando
gerações.
Dentro
de milhões de mochilas brasileiras.
A
história da Tilibra não é sobre papel.
É
sobre risco.
João
Batista Martins Coube mostrou que empreender raramente começa com conforto.
Começa
com sacrifício.
Com
decisões difíceis.
Com
apostas totais.
Nos
negócios - e na vida - coragem não é ausência de medo.
É
agir mesmo quando o preço parece alto demais.
E
quase sempre, quem constrói algo duradouro
pagou
esse preço antes de todo mundo ver o valor.
Fonte: Update


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