Conselho
Federal de Medicina (CFM) esclareceu que tanto o modelo físico quanto o digital
continuam a ser aceitos em todo o país
Após a circulação de
informações de que atestados médicos em papel deixariam de ser válidos a partir
de março/2026, o Conselho Federal de Medicina (CFM) esclareceu que tanto o
modelo físico quanto o digital continuam a ser aceitos em todo o país.
Publicações
compartilhadas nas redes sociais afirmam que, a partir de 5 de março de 2026,
os atestados passariam a ser emitidos somente pela plataforma digital Atesta
CFM, do Conselho Federal de Medicina. Mas, em nota, o Conselho destacou que não
houve qualquer mudança na legislação que determine a emissão exclusiva de
atestados por meio digital.
"Atestados
médicos físicos (em papel) e digitais seguem válidos e plenamente aceitos em
todo o território nacional, visto que não há qualquer mudança na legislação,
seja emanada pelo Poder Legislativo ou pelo Conselho Federal de Medicina (CFM),
que determine a emissão exclusiva de atestados por meio digital", diz trecho
da nota.
O Atesta CFM foi
criado como uma forma de reduzir a falsificação do atestado médico no Brasil. A
plataforma permitirá a emissão e validação desses atestados - tanto físicos,
quanto digitais. Para isso, o sistema vai criar uma base unificada no país, com
a integração de todas as plataformas provedoras desses documentos.
Segundo o CFM, a
plataforma oferece benefícios não só para médicos, mas também para pacientes e
empregadores, pois assegura a legitimidade dos atestados emitidos, além de permitir
a verificação em tempo real da autenticidade dos documentos.
Entenda
O cronograma do
projeto de fato previa que, após a resolução que regulamenta a plataforma
entrar em vigor - o que aconteceu no dia 5 de novembro de 2024 -, a
obrigatoriedade de uso da ferramenta digital começaria a valer em 5 de março
2025.
No
entanto, o sistema está com sua implementação judicialmente suspensa por
decisão em primeira instância, e ainda não há previsão para sua entrada em
vigor, informou.
De
acordo com o o Conselho Federal de Medicina (CFM), o Tribunal de Contas da
União (TCU) e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) já
confirmaram a legalidade e a adequação técnica da plataforma. A entidade
afirmou ainda que aguarda uma decisão definitiva da Justiça Federal para que os
médicos possam emitir atestados por meio do Atesta CFM.
E os atestados de papel?
O Atesta CFM prevê
que para os casos em que o médico tem restrições de acesso à internet ou outras
dificuldades que o impeçam de usar o celular ou um computador no momento da
emissão do atestado, o sistema disponibiliza uma funcionalidade de emissão de
talonário.
Cada folha do
talonário terá um código de validação que identificará o médico que o emitiu,
data de emissão, tipo do atestado, número da folha e código do bloco.
Desta forma, o
médico poderá emitir o talonário para fazer seu atendimento e, assim que tiver
acesso à internet, informar ao Atesta CFM sobre os talões e folhas utilizados.
Quem recebe o atestado impresso também terá como verificar sua origem pela
plataforma. Além disso, casos de extravio do talão com os papéis do atestado
também deverão ser relatados.
Fonte:
Extra, com edição da M&M Assessoria Contábil