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Fiscalização do ICMS/RS "de olho" no setor de cosméticos e perfumaria


Publicada em 23/01/2026 às 14:00h 

A Receita Estadual do RS e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio Grande do Sul (GAECO/MPRS) deflagraram a Operação Equidade. A ação conjunta visa reprimir um esquema estruturado de evasão fiscal, utilização de mecanismos ilegais e fraudulentos para suprimir tributos, e concorrência desleal no setor de perfumaria e cosméticos. O prejuízo estimado ao erário é de R$ 481 milhões.

Com base em indícios de crimes fiscais, associação criminosa, lavagem de dinheiro e falsidades ideológica e documental, o Ministério Público obteve ordens judiciais para a indisponibilidade de bens e valores de 11 pessoas físicas e jurídicas investigadas. O bloqueio, que totaliza aproximadamente R$ 32 milhões, busca assegurar a futura reparação ao erário e impedir a continuidade das práticas ilícitas.

Atuação da Receita Estadual do RS

A participação da Receita Estadual do RS ocorre por meio dos Grupos Especializados Setoriais (GES), responsáveis pela fiscalização aprofundada dos principais segmentos econômicos gaúchos. No setor de perfumaria e cosméticos, o acompanhamento é feito pelo Grupo Especializado Setorial de Produtos Médicos e Cosméticos (GES-MC), que identificou práticas sonegatórias voltadas à redução artificial da carga tributária, com violação direta da concorrência leal.

"A Receita Estadual combate práticas ilegais que causam danos significativos à concorrência, prejudicando as empresas e o ambiente de negócios como um todo", destaca o subsecretário da Receita Estadual, Ricardo Neves Pereira. A operação reforça o compromisso da instituição com a equidade tributária e com a repressão aos ilícitos que afetam a arrecadação e o equilíbrio competitivo do mercado.

Atuação do Ministério Público

Com base nos elementos reunidos durante a investigação, o órgão obteve as medidas judiciais que permitiram o cumprimento dos mandados e o bloqueio patrimonial.

Segundo o GAECO/MPRS, o esquema não apenas buscava reduzir de forma irregular o custo tributário, mas também envolveria ocultação de patrimônio e o uso de documentos falsos, prejudicando a concorrência e impactando diretamente a arrecadação estadual.

Fonte: Sefaz/RS, com edição do texto pela M&M Assessoria Contábil








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