Cerca
de 120 servidores participam da ação, que deve seguir até final de março/2026
Com visitas orientativas e preventivas a
cerca de mil estabelecimentos localizados em 45 municípios do Rio Grande do
Sul, a Receita Estadual iniciou, nesta quarta-feira (25/02/2026), a quinta fase
da Operação Varejo Legal. O objetivo é orientar os contribuintes sobre a
importância do cumprimento voluntário e correto das obrigações tributárias no
varejo, visitando os locais e conversando com os donos dos negócios. Cerca de
120 servidores participam da ação, que deve seguir até final de março/2026.
A nova etapa da operação aborda dois
assuntos centrais. Durante as visitas, os estabelecimentos receberão materiais
explicativos e orientações práticas para manter a regularidade fiscal, podendo
haver autuações no caso de equipamentos em desconformidade.
Nas abordagens, os servidores orientam
sobre a necessidade de integração dos meios de pagamento eletrônicos à emissão
da Nota Fiscal de Consumidor eletrônica (NFC-e) - a chamada Nota Integrada - em
vigor para todos os estabelecimentos gaúchos desde 1º de janeiro de 2024. Além
disso, reforçam as boas práticas de um "Varejista Legal", incluindo a correta
vinculação dos meios de pagamento ao CNPJ do estabelecimento (14 dígitos),
assim como o cumprimento das demais exigências legais.
A Receita Estadual do RS reforça que as
empresas devem realizar as adequações necessárias o quanto antes, a fim de
evitar autuações e garantir o pleno cumprimento de suas obrigações.
Nota Integrada
A Nota Integrada deve ser adotada
por estabelecimentos que realizam emissão de NFC-e em vendas presenciais no RS,
conforme o Decreto 56.670/22. Isso significa que os dois documentos - o
comprovante de pagamento e a nota - devem ser emitidos de forma integrada,
mediante interligação com o programa emissor do documento fiscal, com a devida
indicação em campo específico da NFC-e. Dentre os meios de pagamento estão os
cartões de débito, de crédito, de loja (private label), a transferência de
recursos, as transações do Pix e demais instrumentos de pagamento eletrônico.
A medida busca trazer simplificação, dando
mais agilidade às vendas e auxiliando na gestão financeira dos lojistas. A
exigência também é fundamental para incrementar a conformidade tributária e
evitar a concorrência desleal, ajudando a barrar a sonegação.
Após período de implementação gradual da
obrigatoriedade e de ações orientativas junto aos setores, a Receita Estadual
iniciou, em 2026, a inclusão de contribuintes com baixa integração em
programações de auditoria. Empresas que utilizarem equipamentos em desacordo
com a legislação estão sujeitas à apreensão dos dispositivos irregulares e à
aplicação de multa de R$ 8.497,92 (300 UPF-RS) por equipamento, por mês, nos
termos da Lei nº 6.537/73. Atualmente, cerca de 70% dos contribuintes emissores
de NFC-e encontram-se em situação regular, enquanto aproximadamente 30% ainda
apresentam baixa integração.
A Receita Estadual do RS orienta que os
contribuintes promovam a adequação de seus sistemas e equipamentos com a maior
brevidade possível, evitando a ação fiscal e as consequências previstas na
legislação, que deverão ser aplicadas por lotes ao longo dos próximos meses.
Para isso, recomenda-se o contato com fornecedores de software emissor
e operadoras de meios de pagamento, a fim de verificar a correta integração
entre os sistemas.
Operação Varejo Legal
Com sua primeira etapa realizada em 2022, a
ação está alinhada ao conceito da chamada "pirâmide de conformidade", que
reflete a atual forma de atuação da Receita Estadual do RS. Nesse modelo, a
atitude dos contribuintes na hora de cumprirem as obrigações tributárias define
a atuação do fisco gaúcho e as possíveis medidas adotadas - que podem ser de
orientação, fiscalização preventiva ou fiscalização repressiva, entre outras. O
objetivo é estimular o cumprimento voluntário e trazer os contribuintes para a
regularidade fiscal, que é a base da pirâmide.
Na primeira etapa da operação,
realizada em setembro de 2022, foram visitados 781 contribuintes varejistas de
27 municípios gaúchos. O foco foi o setor de bares e restaurantes.
A segunda etapa mirou o setor de calçados e vestuários, com visitas a
739 varejistas de 58 cidades. A terceira fase, realizada em outubro de
2023, abrangeu 919 estabelecimentos de 112 localidades, com ênfase no setor de
supermercados. A quarta fase, realizada entre novembro de 2024 e fevereiro
de 2025, envolveu 5 mil contribuintes de 147 municípios do RS. Já a quinta fase
abrangerá cerca de mil estabelecimentos de 45 cidades gaúchas.
Fonte:
Sefaz/RS, com edição do texto pela M&M
Assessoria Contábil