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Empreendedorismo por oportunidade predomina entre os gaúchos


Publicada em 18/09/2019 às 16:00h 

Pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) mostra o perfil dos empreendedores do RS. As pessoas nas faixas dos 18 aos 34 anos apresentam uma intensidade no envolvimento com atividades empreendedoras em estágio inicial muito semelhante.

Abrir um negócio requer dedicação, perseverança e, principalmente, a reunião do máximo de informações sobre a área de atuação e gestão. Tudo indica que os gaúchos estão no caminho certo do empreendedorismo quando decidem seguir essa trajetória. A pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) conduzida pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP) em parceria com o Sebrae RS mostra que é a oportunidade que predomina entre os gaúchos que optam pelo empreendedorismo. De acordo com os dados, em 2018, dois terços dos empreendedores iniciais afirmaram que foram motivados pela identificação de uma oportunidade no mercado. Isto indica que - para cada empreendedor por necessidade - há dois empreendedores por oportunidade, e, portanto, com maiores chances de sucesso.

No Rio Grande do Sul, 31,6% ou 2,4 milhões de pessoas empreendem, o que equivale a 4,5% do País. O percentual é superior ao da primeira edição da pesquisa, em 2016, que apontou que os empreendedores representavam 26% dos gaúchos e tinham uma participação de 4% no País. Em sua segunda edição, a GEM mostrou que, em 2018, a cada três gaúchos na faixa entre 18 e 64 anos, um estava envolvido com alguma atividade empreendedora, seja na criação de um novo negócio ou na manutenção de negócios já estabelecidos. Mais da metade dos empreendedores, 53%, atua em negócios estabelecidos. No Estado, a pesquisa em 2018 ouviu 2 mil adultos entre 18 e 64 anos e 17 especialistas.

O empreendedorismo está conquistando os gaúchos de todas as faixas etárias adultas e, praticamente, não existem diferenças nas três faixas que vão de 25 aos 54 anos, em torno de 35% são empreendedores. Nos grupos dos mais jovens (18 a 24 anos) e dos mais idosos (55 a 64 anos) encontram-se, aproximadamente, 25% de empreendedores. Embora com taxas menores, em números absolutos, essas duas faixas têm em torno de 620 mil indivíduos. As pessoas nas faixas dos 18 aos 34 anos apresentam uma intensidade no envolvimento com atividades empreendedoras em estágio inicial muito semelhante. Em 2018, 20,7% eram empreendedores iniciais na faixa de 18 a 24 anos e 19,3% daqueles com idade entre 25 e 34 anos. A partir dessa fase há uma diminuição progressiva na taxa, sendo 15,5% na faixa de 35 a 44 anos, 10,6% na de 45 a 54 anos e na faixa dos mais seniores, 6,8%.

A taxa de empreendedores estabelecidos é mais intensa na faixa de 45 a 54 anos (25,5%), e, em segundo lugar na faixa anterior (35 a 44 anos). As duas faixas de menor idade têm as menores taxas de empreendedores estabelecidos. Para se ter uma ideia, na faixa dos 18 aos 24 anos, é de 4,4% e de 25 a 34 anos apresenta uma taxa de 15,1%. Mas é nessas faixas que estão as duas taxas mais altas de empreendedorismo inicial no Rio Grande do Sul.

 

Escolaridade é decisiva para o empreendedorismo por oportunidade

A coordenadora da pesquisa no Sebrae RS, Andréia Grätsch do Nascimento, destaca que as diferenças do empreendedorismo segun­do a motivação se tornam mais reveladoras quando a escolaridade é considerada. Entre os que empreendem por oportunidade, 62,4% possuem ensino médio completo ou superior. "Esse empreendedor estuda o mercado, analisa a concorrência e tem mais elementos para aumentar as chances de sucesso", complementa. Entre os que empreendem por necessidade, 65% não completaram o ensino médio, enquanto que esse percentual é de 37,5% para os que empreendem por oportunidade.

A pesquisa revela também que o empreendedorismo continua conquistando adeptos e que o número de empresários gaúchos deve manter a trajetória de crescimento. O estudo mostra que 25,8% da população adulta têm interesse em desenvolver-se como empreendedor, representando aproximadamente 2 milhões de gaúchos que vislumbram a possibilidade de empreender nos próximos três anos, independentemente de já possuírem, ou não, algum outro negócio. Esse sentimento é praticamente o mesmo encontrado no Brasil, em 2018, que foi de 26,2%.

Fonte: Sebrae RS

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