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Postos de Combustíveis - Operação "Tank" da Receita Federal e Polícia Federal


Publicada em 04/09/2025 às 11:00h 

Operação combate organização responsável por sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e fraudes

A Receita Federal e a Polícia Federal deflagraram, nesta quinta-feira, 28 de agosto de 2025, a Operação Tank, que investiga a lavagem de dinheiro do crime organizado, o contrabando de produtos químicos e sonegação fiscal em uma rede de postos e distribuidoras de combustíveis.

Os trabalhos investigativos tiveram início em meados de 2023 quando um ex-condenado por tráfico internacional e investigado na operação FERRARI e sua esposa começaram a ostentar bens de luxo em um condomínio de alto padrão em Pinhais - PR, região metropolitana de Curitiba - PR, sem lastro fiscal para tanto. Ao todo, dentro do período investigado, somente esse casal teve mais de R$ 34 milhões disponíveis sem origem lícita comprovada aplicados em imóveis, veículos, embarcações e outros bens de luxo.

Descobriu-se então que eles teriam se associado a outros membros em uma empresa de produtos químicos em uma distribuidora de petróleo com sede administrativa em Pinhais - PR e com sede operacional em Paulínia - SP, utilizando-se dessas empresas para provável mistura ilegal em combustíveis com Nafta e Metanol.

Por meio dessas adulterações de combustíveis, foi possível o Grupo criminoso lavar e inserir recursos financeiros na economia formal mediante depósitos em espécie fracionados e, também, mediante transferências feitas por empresas de "representação, assessoria e participação e de apoio administrativo", muitas delas em nome de interpostas pessoas.

No total, o grupo criminoso ocultou e dissimulou a origem ilícita de não menos que R$ 594 milhões em depósitos em espécie não identificados, utilizando-se para tanto de diversas empresas ligadas ao Grupo Criminoso, como Distribuidora, Postos de Combustíveis e Lojas de Conveniências, além da utilização de Instituição de Pagamentos - IP também pertencente ao grupo, que servia como uma "barreira" para ocultar ou dissimular a origem e o destino dos recursos.

Além dos depósitos em espécie, há ao menos 121 empresas suspeitas que transferiram em torno de R$ 1,4 bilhões para as contas da Distribuidora sem justificativa conhecida e sem documentação que desse amparo às transações. Esta mesma Distribuidora de Petróleo declarou faturamento de mais de 7 bilhões entre 2020 e 2023. Contudo, as evidências demonstraram que a empresa foi constituída, financiada e continuou operando com recursos ilícitos ao longo dos anos.

Uma outra Instituição de Pagamentos com sede na cidade de São Paulo - SP também utilizada para a dissimulação da origem e destino dos recursos, tendo enviado mais de R$ 400 milhões para as contas dessa Distribuidora sem que se saiba a verdadeira origem dos recursos.

Ao todo, acredita-se que foram movimentados mais de R$ 20 bilhões em transações bancárias, estima-se que foram deixados de arrecadar algo em torno de R$ 4 bilhões em tributos federais, além de aproximadamente 1 bilhão de reais que estão inscritos em dívida ativa.

Os mandados foram autorizados pela 13ª Vara Federal de Curitiba-PR e as ações ocorrem em cidades dos estados do Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Ao todo foram cumpridos 43 mandados de Busca e Apreensão e 14 de prisão.

Participam da operação 14 auditores-fiscais e analistas tributários da Receita Federal e cerca de 170 policiais federais.

Fonte: Receita Federal do Brasil, com edição do texto pela M&M Assessoria Contábil








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