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  • Vai comprar uma franquia? Antes, veja 10 recomendações e cuidados a tomar

    Publicado em 09/09/2019 às 16:00  

    Pensando em comprar uma franquia e ter seu próprio negócio? Antes de assinar o contrato, você deve tomar alguns cuidados e seguir algumas recomendações, para que o sonho não vire arrependimento.

    Segundo o presidente da Associação Brasileira de Franchising (ABF), André Friedheim, riscos são inerentes a qualquer negócio, independentemente do tamanho da franquia (microfranquia tem investimento inicial de até R$ 90 mil).


    "Pense que você não está comprando um item descartável, mas um projeto de vida, de longo prazo e que envolve diversas variáveis. Não existem negócios sem riscos, mas você precisa conhecê-los, avaliá-los, e ponderar se está preparado para se tornar um franqueado" André Friedheim, presidente da ABF


    Especialistas alertam também que é preciso tomar alguns cuidados com franquias de baixo valor. No caso das revendas de produtos, a recomendação é que você tenha uma empresa em seu nome, podendo ser MEI (microempreendedor individual). Formalizado, você terá alvará de funcionamento e conta bancária de pessoa jurídica (o que facilita o acesso a crédito e financiamentos) e poderá vender para outras empresas com a emissão de nota fiscal, além de garantir segurança jurídica e acesso a benefícios sociais, como Previdência Social.


    Os escritórios do Sebrae-SP oferecem gratuitamente ao MEI serviços de abertura, alteração cadastral, declaração anual de faturamento e geração de boleto da contribuição mensal.



    Veja abaixo as dicas da ABF do que considerar antes de apostar em uma franquia:


    1) Avalie o seu perfil


    Antes de tudo, você precisa se identificar com o negócio e o segmento de atuação, avaliando se realmente tem perfil para ser franqueado. A franquia deve combinar com o seu perfil e estilo de vida.


    "Franquia não é um investimento financeiro. Você deve se identificar com o negócio tanto como cliente quanto como empresário, e os valores da empresa devem estar alinhados aos seus" Adriana Auriemo, diretora de microfranquias da ABF


    Você pode achar o negócio interessante, mas tem de ver se aquela rotina e suas atribuições estão alinhadas às suas expectativas, como ter de trabalhar de segunda a segunda, por exemplo.


    2) Pesquise marcas


    Após escolher um segmento de atuação, pesquise quais as franquias com modelos de negócios disponíveis. É possível pesquisar no site da ABF. Avalie a fundo ao menos cinco marcas.


    Por mais que a franquia seja de pequeno porte e com baixo investimento, isso não exime o candidato de pesquisar muito antes de comprá-la. O franqueado deve conhecer bem as regras do jogo e tirar dúvidas.


    Se você optar pela franquia digital no modelo home office, no qual o franqueado trabalha usando o computador, de qualquer lugar e com horário flexível, saiba que praticamente trabalhará sozinho.


    "Nesse tipo de franquia, o franqueado vende, compra, administra, capta clientes, enfim, é responsável por toda a operação" André Friedheim, presidente da ABF


    3) Investigue o histórico do franqueador


    A ABF recomenda pesquisar o histórico da marca, saber por quanto tempo a empresa operou o negócio antes de aderir ao franchising e a quantidade de unidades próprias.


    "Toda empresa precisa testar o modelo de negócio antes de iniciar a venda de franquias, para adquirir a experiência do dia a dia" André Friedheim, presidente da ABF


    4) Veja se a franquia tem o selo da ABF


    Outro critério de avaliação é checar se a franquia tem o Selo de Excelência em Franchising, da ABF.


    Concedido anualmente, ele é dado às empresas que se inscreveram para serem avaliadas por uma pesquisa. As empresas precisam ser associadas à ABF para fazer a inscrição.


    "Esse selo de excelência é um aval que a ABF dá, após fazer uma pesquisa nas empresas, para checar como estão funcionando" Adriana Auriemo, diretora de microfranquias da ABF


    5) Leia atentamente a COF e analise todos os itens


    De acordo com a lei que rege o mercado de franchising no país, a empresa deve disponibilizar ao interessado a Circular de Ofertas de Franquias (COF) pelo menos dez dias antes de o negócio ser fechado. Leia a COF e a lei de franquias. A circular traz as regras do jogo, definindo o papel das partes.


    É o raio-x da empresa.


    É importante analisar uma série de itens da franquia, como taxa de instalação, gastos com estoque, marketing e treinamento e reserva de caixa, além de identificar custos embutidos no dia a dia.


    Só vale comprar uma franquia se você estiver completamente seguro de que o "pacote" do franqueador contém todos os ingredientes necessários para ter sucesso no negócio, além do seu empenho pessoal.


    Para avaliar a natureza do negócio e entender melhor a COF e o contrato de franquia, procure a assessoria de um advogado ou empresa especializada.


    6) Converse com franqueados


    Converse com ao menos dez atuais e ex-franqueados para saber como é a franquia na prática. Visite também suas unidades. A COF traz a lista dos atuais franqueados e dos que deixaram a empresa no último ano.


    "Você conseguirá ter uma visão bem real da vivência do negócio, pontos positivos e negativos no negócio. Isso é um termômetro para ver como a franquia opera no dia a dia" Adriana Auriemo, diretora de microfranquias da ABF


    7) Estude o mercado e a concorrência


    Verifique se a cidade onde você quer instalar a franquia tem, de fato, potencial para o novo negócio.


    Vale conversar com a associação comercial, gerentes do banco e prefeitura para entender a dinâmica daquela localidade.


    É recomendado usar ferramentas de geomarketing, que irão ajudá-lo a escolher a localização ideal do ponto comercial, pois analisam o potencial de mercado.


    Estudar seus concorrentes também é válido. Visite empresas do mesmo segmento da franquia em que tem interesse, para ver como elas atuam.


    8) Não invista 100% do capital no negócio


    Franquia não é só o investimento inicial. Por isso, a recomendação da ABF é não colocar todo o seu dinheiro no negócio.


    Você precisará ter dinheiro para capital de giro e se manter durante os primeiros meses da empresa, além de contar com a sazonalidade do negócio e ter sempre uma reserva para emergências. Ou seja, prepare-se financeiramente.


    9) Entenda a importância do capital de giro


    Você deve entender a importância do capital de giro, que é um recurso para bancar a operação enquanto o negócio não se paga. O ideal é ter 50% a mais do investimento inicial para bancar a operação até o ponto de equilíbrio, que é quando a receita se iguala às despesas.


    Segundo a ABF, nenhum negócio começa faturando com todo o seu potencial. Até lá, é preciso colocar capital na operação, além do que você já gastou no investimento inicial.


    10) Aproveite o treinamento


    O primeiro ano da franquia é um período de amadurecimento e aprendizado. A ABF recomenda que o franqueado participe dos treinamentos que o franqueador oferece e não tenha vergonha de perguntar e tirar dúvidas.


    "Você precisa se sentir parte da rede. Use e abuse do franqueador. Não tenha vergonha, vá atrás de conhecimento" André Friedheim, presidente da ABF


    Invista constantemente em capacitação técnica e gestão de negócios nas áreas de marketing e vendas, de finanças e administração, entre outras.


    Fonte: UOL


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  • Quando comprar uma franquia barata ou novata vira um pesadelo

    Publicado em 02/09/2019 às 16:00  

    Uma franquia barata pode parecer uma tábua de salvação para quem perdeu o emprego e não tem dinheiro ou conhecimento para abrir um negócio independente. Não é à toa que o número de opções de franquias baratas disponíveis no mercado cresce a cada ano.

    No entanto, é preciso saber escolher com cautela, pois existem negócios que viram franquias antes de estarem preparados para isso. Nesses casos, o que parece ser a solução para os problemas pode virar uma grande dor de cabeça para o franqueado, e muitos são aqueles que se arrependem do negócio logo depois de assinar o contrato.


    Um exemplo é a rede de franquias de produtos de limpeza Ecoville, de Joinville (SC), que vive atualmente um desentendimento judicial com um grupo de franqueados. Eles alegam prejuízo por causa da qualidade dos produtos e discrepância entre os investimentos reais e os previstos. A empresa nega irregularidades e diz que as dificuldades são comuns a qualquer negócio.


    Falta de estrutura de apoio por parte do franqueador, contratos que não refletem a realidade e marcas frágeis são apenas alguns dos problemas destacados por especialistas em franquias consultados pelo UOL.


    Esse tipo de franquia acaba fechando, enquanto grande parte de seus franqueados terminam sem condições de recorrer à Justiça porque já investiram toda a poupança da família no novo negócio e não podem pagar os custos de um processo.

    Pagar para ser um vendedor não é bom negócio

    Um risco comum que se corre ao comprar franquias baratas é o franqueado se tornar, na prática, um vendedor dos produtos da franqueadora, e ainda pagar taxas elevadas para isso.


    Segundo o consultor do Sebrae associado à ABF  Erlon  Labatut, da consultoria Franqueador.com, de Curitiba, é muito comum ver franquias que enxergam os franqueados como vendedores, mas ele avalia que pagar para ser vendedor não é um bom negócio.


    "Nesses casos seria mais interessante a pessoa fazer um curso e trabalhar de forma independente do que comprar a franquia", afirma Labatut.


    Muitas vendem licença só para pegar a taxa de franquia

    A desilusão acontece principalmente quando o franqueado compra uma franquia que tem pouca ou nenhuma experiência de atuação no mercado, e por isso não tem o conhecimento nem o marketing que justificariam o valor pago pela franquia.


    "Quando o empreendedor compra uma franquia assim, o arrependimento vem bem rápido, em menos de dois meses", conta Labatut, que atende o público no Sebrae uma vez por mês.


    Embora existam inúmeros casos de negócios sérios e bem-sucedidos, os especialistas destacam que as franquias não lucrativas têm como estratégia lucrar com a venda da marca sem oferecer a contrapartida necessária.


    "Elas fazem uma venda rápida de muitas unidades para tomar a taxa e depois veem o que acontece", afirma o consultor e proprietário da Rizzo Franchise, Marcus Rizzo.


    Em 3 anos, dispara número de microfranquias

    Nos últimos anos, houve uma enxurrada de novas franquias no mercado, e as microfranquias ganharam espaço. Entre 2013 e 2016, segundo os dados mais recentes da Associação Brasileira de Franchising (ABF), a quantidade de microfranquias aumentou 45% no país, passando de 384 para 557 redes que operam nesse modelo.


    A entidade considera que se enquadram nesta categoria as franquias com investimento inicial total de até R$ 90 mil, mas na média o investimento é de R$ 45 mil, considerando as empresas associadas à ABF.


    No entanto, nem todas as empresas que partiram para a venda de franquias têm a estrutura necessária.


    "Existem empresas que não têm nem seis meses de operação e estão vendendo franquia. Como podem multiplicar um negócio se ainda não foi comprovado o seu sucesso?", questiona o advogado especializado em franquias Flávio Menezes, do escritório Menezes e Advogados, de São Paulo.


    Ele diz que a lei brasileira não determina um tempo de atuação mínimo para uma empresa virar franquia, o que leva à venda de franquias sem o conhecimento de negócio, com operações mais enxutas e equipes menores do que seria necessário.


    Informações falsas nos relatórios de negócio

    Outro problema citado pelos especialistas é que o contrato mais importante no sistema de franquia, chamado de Circular de Oferta de Franquia (COF), nem sempre traduz a realidade do negócio.


    "É possível encontrar mentiras grotescas na COF. Projeções, número de unidades, omissão de unidades, informar nomes e endereços que não existem", declara o proprietário da Rizzo Franchise.


    Segundo ele, a única forma de se certificar das informações é verificar os dados, entrando em contato com franqueados e ex-franqueados da rede.


    "Uma franquia é como um casamento, e existe um lado emocional. Muitas vezes as pessoas estão propensas a serem enganadas", afirma Rizzo.


    Para ele, o ideal é fazer análises comparativas com outras franquias do mesmo setor e nunca fechar o negócio por impulso.


    Investigue os dados antes de comprar a franquia

    Segundo Menezes, o principal instrumento de proteção do investidor na lei de franquias diz respeito à obrigatoriedade da COF, que contém as informações pré-venda da franquia.


    No entanto, ele afirma que em parte das empresas essas informações são "discutíveis" e não têm a mesma credibilidade vista em outros mercados, como o norte-americano, onde o modelo de franquias é bem desenvolvido.


    Outro problema é que a lei não determina como deve ser a relação entre franqueado e franqueador nem qual tipo de suporte deve ser oferecido.


    "Se o franqueador cumprir o que falar na COF, ele pode fazer o que quiser", diz. "Essa forma de vender franquias no Brasil eu equiparo à captação de poupança popular. Quem deve poder fazer isso são as instituições financeiras, fiscalizadas pelo Banco Central", compara.


    Para reduzir essa assimetria entre franqueadores e franqueados, os especialistas são unânimes ao defender uma avaliação detalhada da COF, com direito a verificar as informações com os outros franqueados e ex-franqueados da empresa.


    Segundo Rizzo, a falta de cuidado das pessoas na hora de comprar a franquia é generalizada e a recomendação é uma só: investigar antes de investir.


    Como se proteger

    Para evitar arrependimentos, a ABF orienta que os aspirantes a franqueados analisem a COF com cautela e verifiquem as promessas da franqueadora com outros franqueados. "Tem que checar e telefonar para a lista dos franqueados que já saíram da rede", afirma Adriana Auriemo, diretora de microfranquias da ABF.


    Ela orienta também a verificar o tempo de existência da franquia e a averiguar se a marca é associada à ABF. Existem 3.000 marcas de franquias no Brasil atualmente, sendo que mil são associadas da entidade.


    Outro filtro que pode ser usado pelos empreendedores é o selo de excelência da ABF, que chancela cerca de 200 empresas por ano.


    Boas opções não faltam, garante a ABF. "As microfranquias são algo positivo se a pessoa souber escolher bem", declara Adriana.


    Cabe ao investidor manter a cabeça fria na hora de escolher e não ter receio ao investigar as informações dadas pelo franqueador na hora da venda. Dessa forma, a franquia pode ser um negócio de longo prazo, e não apenas uma grande frustração.


    Fonte: UOL



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  • Empresa lança franquia de parque de diversão em contêiner

    Publicado em 04/08/2019 às 14:00  

    Com 60 metros quadrados, o espaço reúne diversas atrações para as crianças

    Colocar um parque de diversões dentro do espaço de um contêiner. Essa foi a ideia da ToyCompany, empresa voltada para o entretenimento infantil. Com uma trajetória de dez anos, a operação nasceu de uma demanda de mercado. Atuando em shoppings, a empresa tem parques fixos, itinerantes e também os parques licenciados de filmes e desenhos animados. "A empresa nasceu de uma necessidade do mercado que era ter um espaço para as crianças enquanto os pais faziam compras. No passar dos anos, fomos desenvolvendo um produto de alta qualidade", explica Mauro Meinerz, diretor fundador da ToyCompany.

    Com mais de 30 operações fixas no país, a empresa de Guaramirim, Santa Catarina, lançou durante da feira da Associação Brasileira de Franchising, que aconteceu no fim de junho em São Paulo, o seu primeiro modelo de franquia. Funcionando em um contêiner com 60 metros quadrados, o parque tem cama elástica, piscina de espumas, espaço para jogos, labirinto, basquete kids, cinema e atividades lúdicas. O valor da franquia é de R$ 279 mil e prevê três funcionários na operação. Além do espaço interno, também é possível estender as atividades para a entrada do local. A ideia do negócio, segundo Mauro, surgiu para atender espaços de compras a céu aberto, que não estavam preparados para receber o modelo de parque da ToyCompany. "Idealizamos lançar uma franquia em contêiner para atender áreas open mall, áreas anexas a supermercados, empreendimentos comerciais que não têm espaço interno para essa finalidade", explica. 

    O contêiner pode ser fixo ou móvel, ficando a critério do franqueado essa escolha. O objetivo é que o parque possa circular por feiras e eventos de sua região. Mauro ressalta que um dos diferenciais da proposta é o fato do contêiner ser climatizado, podendo operar em espaços abertos independente das condições climáticas. "Os empreendimentos como hipermercados, que temos o Oiapoque ao Chuí, não têm espaços pras crianças. O assédio dessas grandes redes nos fez implementar o modelo de franquia. Eles procuravam para eventos na área interna, mas o espaço é tão pequeno que não tem como atender. Agora, a gente consegue atender tanto em locais com sol, como com chuva, porque ele é impermeável e climatizado." 

    O modelo de negócio foi estruturado com auxílio do Sebrae de Santa Catarina. Mesmo com o recente lançamento, o empreendedor afirma que já está em negociação com quatro possíveis franqueados. O diferencial, para Mauro, é o cuidado com a segurança e qualidade do lazer da criança. "A empresa conta com mais de 150 colaboradores diretos e indiretos, está sempre inovando em suas operações. É a primeira do segmento certificada pelo Sistema de Gestão de Qualidade ISO 9001:2015 e, em 2018, tornou-se a primeira empresa do segmento a receber o selo "Empresa Amiga da Criança", pela fundação ABRINQ", ressalta. 

    Fonte: Jornal do Comércio do RS


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  • Feira de Franquias movimenta cerca de R$ 13 milhões em negócios em Porto Alegre

    Publicado em 20/05/2019 às 12:00  

    Diefenthaler, sócio-proprietário da 4Beer, quer abrir cinco franquias em 2019, somando 20 unidades em 2020

    O final de semana foi de prospecção da chegada de diversas novas marcas de franquias no Estado, com a realização da 33ª Franchising Fair - Feira Nacional de Franquias. O evento movimentou pelo menos R$ 13 milhões em novos negócios, de sexta-feira a domingo, no quarto andar do shopping Bourbon Wallig em Porto Alegre. Esta foi a 15º edição da Feira na Capital. Por lá passaram 2,2 mil pessoas, metade do que o esperado pelos organizadores. "O sucesso é cristalino, ao contrário do ano passado quando a Feira ocorreu durante a greve dos caminhoneiros", pondera o diretor-organizador da Franchising Fair, Ademar Palh.

    Apesar do fluxo de pessoas menor do que o esperado, o resultado financeiro ficou acima da estimativa dos organizadores, que calculavam um movimento em torno de R$ 10 milhões. "As pessoas que compareceram vieram com muito interesse em procurar um investimento com o seu perfil, para capital de giro", destaca Palh. "Esta edição nos surpreendeu bastante também pela qualificação do público, com muita gente de alto poder aquisitivo, focada em abrir um negócio, e mostrando que o setor segue na contramão da crise."

    Apostar no know hown desenvolvido pelo fundador da rede de franquias Severo Garage e Severo Burger, Hélio Pacheco Nelsis, foi um dos atrativos da Feira. No mercado desde 2015, a empresa começou seu plano de expansão em 2017 e conta atualmente com 27 unidades. "Temos a meta de chegar a 40 franquias até o final deste ano e estamos nos reestruturando para atender futuros franqueados", afirma Nelsis. Ele aponta as margens elevadas de lucratividade e o suporte integral da franqueadora entre os motivos da marca estar em franca expansão. "Para que o negócio prospere é fundamental que o investidor seja um sócio-operador, e conheça o dia a dia da loja", adverte.

    "Como temos uma presença muito forte dos sócios na operação, achamos melhor abrir franquias, porque é uma maneira de replicar a presença do proprietário no local", explica o sócio da 4Beer, Rafael Diefenthaler. Ele concorda que este é um item fundamental no critério de seleção de franqueados. "Acreditamos que se o proprietário está presente no negócio, irá contribuir para o engajamento na difusão da cultura cervejeira na cidade, a exemplo do que fazemos no Quarto Distrito, onde a sede está localizada."

    De acordo com Diefenthaler, a meta da empresa - que fatura R$ 2,5 milhões por ano - é abrir cinco franquias em 2019, chegando a 20 unidades no ano que vem, e alcançando a marca de 50 até o final de 2021. Ele conta que o modelo de projeto de franquias começou a ser trabalhado em 2017, junto ao Sebrae. A seleção de franqueados começou em 2019, e a marca já conta com uma operação do gênero na Zona Sul de Porto Alegre. "Estamos ofertando cinco modelos de franquias, com investimentos que vão de R$ 250 mil a R$ 1,7 milhão."

    Autorizada a comercializar produtos financeiros do mercado, a rede de correspondentes bancários Nobre promete aos consumidores atendimento "mais humanizado e personalizado" do que os oferecidos pelas instituições tradicionais. Segundo o gerente geral da Nobre, Deividi Belíssimo, este propósito é "seguido à risca", contribuindo para que a Nobre esteja "entre as franquias que mais crescem atualmente". "A empresa foi criada em 2016 e estamos atualmente com sete operações no Estado - em nosso plano de expansão vislumbramos contar com 50 franquias até 2021."


    Evento contou com 100 marcas de diversos segmentos

    Pahl destacou a característica empreendedora do povo gaúcho

    Optar por uma empresa que já parte de um negócio que deu certo - que passou por uma situação de crise e já está consolidada - é mais seguro do que abrir um empreendimento por conta e risco próprios, defende o diretor-organizador da Franchising Fair, Ademar Palh. "Pretendemos voltar para Porto Alegre no ano que vem, apresentando novas marcas e novas possibilidades de investimentos", afirma o organizador do evento, ao destacar que "povo gaúcho tem uma característica de ser muito empreendedor". Nesta edição, a Feira Nacional de franquias contou com 100 marcas, de diversos segmentos.

    Presente no estande da Focus (empresa especializada em consultoria para empresas que sonham em criar uma rede de lojas), o proprietário da rede Sushi Namoto, Rodrigo Mirabeau de Andrade, a meta da empresa, que atualmente conta com quatro lojas, é abrir de duas a três unidades por ano, expandindo para a cidade de Canoas. Debutando na Feira, o proprietário da loja de produtos Nerds, Rafael Dei Svaldi, comenta que o evento serviu como "uma aula do universo de franquias". "Para nós é tudo muito novo ainda", observa, ao frisar que a marca recém inaugurou a primeira unidade da rede em Curitiba.

    Criada em 2009, a Temakeria Japesca já chegou à Região Metropolitana de Porto Alegre, e hoje possui 16 lojas, sendo que a maioria (12) está presente na Capital. "Buscamos operador que participe ativamente das tarefas da empresa", destaca o diretor de Marketing, Rafael Hermann, comentando que o faturamento médio de cada franquia fica entre R$ 100 mil e R$ 120 mil.

    Fonte: Jornal do Comércio RS


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  • O segredo das franquias que (quase) nunca fecham

    Publicado em 20/08/2016 às 15:00  

    Como redes como Sodiê Doces, Outer Shoes, Prima Clean e Casa do Construtor (em sentido horário), mantêm o índice de fechamento de lojas próximo de zero

     

    Um mês atrás, ex-franqueados buscaram apoio do Ministério Público paulista na tentativa de reaver perdas que geraram conflitos com os donos das bandeiras que representavam e o consequente rompimento entre as partes.

     

    No lado oposto desses divórcios ruidosos e litigiosos no universo das franquias há casos exemplares, de relações que resultam no prolongamento dos negócios e garantem a expansão das marcas.

     

    Apesar da crise que encolheu drasticamente o consumo nacional, o índice de mortalidade de unidades franqueadas hoje no país é inferior a 3%, de acordo com a Associação Brasileira de Franchising (ABF).

     

    E é exatamente a relação próxima entre as partes que têm feito as redes acima a manterem esse indicador igual ou próximo de zero.

     

    No caso da Sodiê Doces, por exemplo, franqueados, se necessário, são atendidos por telefone pela própria fundadora da companhia.

     

    A Casa do Construtor premia franqueados com ideias inovadoras e eficientes, implementando-as nas demais lojas da rede.

     

    Na Outer Shoes, varejista de calçados femininos, o objetivo é transformar cada franqueado em parceiro de negócio para assegurar um modelo sustentável.

     

    Para o grupo Acerte Franchising - que inclui as marcas Quality Lavanderia, Prima Clean e Linha & Bainha -um bom processo seletivo é o ponto de partida de um relacionamento próximo e duradouro com os franqueados.

     

    O segredo para não fechar lojas, de acordo com o consultor Luis Henrique Stockler, sócio-fundador da consultoria ba{STOCKLER, é "abrir direito" cada negócio.

     

    A baixa taxa de mortalidade de algumas redes é resultado de um trabalho de qualidade conduzido desde a implantação, ou seja, na hora de eleger um candidato, fornecer treinamento e até dar apoio à escolha do ponto, afirma.

     

     "Um processo colaborativo ganha-ganha e sincero, sem entrar em disputa ou briga, é o fator que levará o negócio a ter mais sucesso", diz Stockler.

     

    COM O CELULAR NA MÃO

     

    Suporte total -que inclui visitas pessoais e constantes às lojas; apoio em promoções e publicidade, se necessário, adiamento do pagamento de royalties -caso haja alguma dificuldade pontual -são algumas das práticas estabelecidas na Sodiê Doces.

     

    Sua fundadora, Cleusa Maria da Silva, anda com o celular ao alcance da mão, para ajudar a resolver eventuais demandas dos franqueados a qualquer momento.

     

    Em dez anos de operação da rede apenas uma loja, que era própra, fechou as portas. E por decisão de Cleusa. Outras quatro, a própria fundadora recomprou e repassou.

     

    Essa maneira de administrar, acredita ela, evita conflitos -e caso surja algum, como diz ela, "fica mais fácil de resolver. " 

     

    José Ivan Lopes, que junto com a esposa largou empregos de altos salários na área financeira para abrir uma loja da Sodiê há três anos -e hoje têm três unidades da rede na Zona Sul de São Paulo - confirma as práticas.

     

    Ele conta que a própria Cleusa e o filho Diego (o "Diê" da marca) sempre aparecem para dar suporte. "Com eles, não tem essa de empurrar produtos, como algumas redes fazem", diz Lopes. "Eles cobram qualidade no que vendemos e bom atendimento, mas dão flexibilidade para trabalhar. "

     

    Para sistematizar suas práticas, treinar franqueados e melhorar o padrão da rede, a Sodiê planejava abrir ainda neste ano uma universidade corporativa. Com a crise, porém, a empreitada passou para 2017.

     

    Mas a demanda do consumidor falou mais alto, e em novembro, a rede vai inaugurar uma fábrica de salgados em Boituva, no interior paulista, que consome investimentos de R$ 3 milhões.

     

    "Diversificar também ajuda a não fechar lojas", afirma Cleusa, que apesar da queda entre 5% e 10% nas vendas de 2015, espera fechar este ano com faturamento de R$ 230 milhões nas 265 lojas da rede. "O bom é que vamos atravessar essa crise sem fechar nenhum ponto de venda. "  

     

    É, para ela, uma questão de honra. "Quando acontece, é sempre ruim para a marca", afirma.

     

     REDE ABERTA ÀS BOAS IDEIAS

     

    "É que nem casamento: tem que namorar e noivar primeiro. Não pode ter pressa, senão não vai para frente", compara Altino Christofoletti Jr., fundador da Casa do Construtor, rede de locação de materiais de construção, ao descrever como forjar uma relação duradoura entre franqueado e franqueador.

     

    Em mais de duas décadas de atividades, de acordo com o empresário, apenas uma franquia foi fechada entre as 250 unidades hoje em operação. "Houve falta de alinhamento de valores", resume. 

     

    Esse alinhamento costuma ser detectado já no processo seletivo. O que Christofoletti Jr observa nos candidatos são seus valores, sonhos de vida, o envolvimento da família e, claro, se dispõe de capital necessário para começar bem o negócio e torná-lo perene.

     

    "A ideia é criar condições, desde o início, para que o franqueado fique focado somente no negócio, sem se preocupar em correr atrás das contas", afirma.

     

    Quando alguma loja fica em vias de fechar por motivos internos, ou passa por dificuldades externas - como quatro delas, de regiões que viviam em função do petróleo ou do governo, caso de Macaé (RJ) -, a rede se vale de uma espécie de UTI customizada.    

     

    "Damos oportunidades de resolver, repassando máquinas para outras lojas, ou conversando com fornecedores para alongar prazos", afirma. "Criamos um plano de ação para cada situação, mesmo pessoal, para que o empreendedor possa atravessar esse mau momento. "

     

    Mas uma das principais táticas para "segurar" o franqueado é ter muitos canais de comunicação, além de uma universidade corporativa e plataformas de educação à distância.

     

    A rede conta ainda com um conselho consultivo bastante ativo: nele, a troca de ideias entre os franqueados pode ser replicada em outras lojas e, com frequência, render prêmios de inovação. 

     

    Há oito anos na rede, Victor Bernacchi, dono de uma franquia no Rio de Janeiro, afirma que, na Casa do Construtor, os franqueados têm "palavra aberta" e a oportunidade de participar de grupos de referência para trocar experiências entre as lojas para aperfeiçoar métodos.  

     

    Como exemplo, ele cita uma ideia de sua loja que foi replicada na rede: a mudança do processo de pintura e estocagem de máquinas, que era manual e passou a ser feito em lotes, tornando a loja mais eficiente em termos de organização e limpeza. 

     

    "A rede avalia o potencial de cada um e escolhe quem tem verdadeiro interesse em atuar. Assim, a gente realmente sente que faz parte", diz Bernacchi.

     

    Christofoletti Jr. afirma que todas essas práticas existem para que a rede possa sempre avançar em qualidade -como a recente adoção da filosofia Lean (ou Sistema Toyota de Produção). 

     

    CRESCER COM PARCERIA

     

    Onze anos de rede, 25 lojas - quase todas em shoppings - e nenhuma fechada até hoje.

     

    A rede de franquias de calçados femininos contemporâneos Outer Shoes, e sua proposta de imitar um "jardim urbano", aposta em processo seletivo bem desenhado para manter o seu modelo de negócio sustentável, de acordo com Filipe Lamim, diretor de expansão.

     

    Em um setor que destoa do mercado em crise, como o franchising, o ideal para quem quer empreender é dar muito suporte para crescer e dominar o negócio.

     

    "Nossa estratégia não é 'vender' franquias, mas contar com parceiros para expandir", afirma. 

     

    Mas não basta apenas capacitar. Segundo Lamim, a estratégia da rede é criar um bom plano de negócio conjunto desde o início da relação - inclusive na negociação do ponto com os shoppings -, para que o franqueado entenda os riscos e dê cada passo com segurança. 

     

    Indagado a respeito do crescimento mais comedido em relação aos concorrentes, Lamim afirma que o modelo baseado na abertura de menor número de unidades é o que gera a relação de confiança entre as partes. 

     

    "Trabalhamos com o tripé satisfação-resultado-padronização da rede. Ou seja, só é bom para a gente abrir outra loja se for excelente para o franqueado. "

     

    Mesmo com a crise e a significativa redução no fluxo de clientes nos shoppings desde 2015, Lamim diz que a rede se preparava há um ano e meio para esse momento.

     

    Por isso, apesar da queda de faturamento, ainda há espaço para crescer e abrir entre 6 e 8 lojas em 2016. 

    "O segredo é encontrar a pessoa certa e gerar a parceria ideal, para que cada loja tenha devida representatividade para o empreendedor. Principalmente nesse momento", finaliza. 

     

    RELACIONAMENTO PRÓXIMO, SUCESSO GARANTIDO

     

    Um índice bem próximo de zero - ou uma média de duas lojas fechadas há cinco anos, em razão de encerramento de contrato e alterações societárias -além de um turnover inferior a 1%.

     

    Há quase 20 anos no mercado, o grupo Acerte Franchising, dono das redes de lavanderias Quality (117 unidades) e Prima Clean (45), e da de costura e reparos Linha e Bainha (21) mantém este nível de integridade da rede.  

     

    O segredo? Tudo começa com avaliação rigorosa de perfil, viabilidade do ponto, acompanhamento de implementação da loja e prossegue com o treinamento sobre técnicas do negócio, para motivar o franqueado a inaugurar a unidade com segurança, de acordo com a gerente Claudia Coifman. 

     

    Segundo ela, a empresa se vale de tecnologia para manter uma comunicação fluente com os franqueados, por meio de extranet, grupos no Whatsapp e reuniões por Skype. O suporte à gestão de cada franqueado inclui até sua carteira de clientes. 

     

     "Detectamos quais pontos de atenção e damos atendimento personalizado", afirma. "Afinal, não queremos que o nosso franqueado perca dinheiro. "

     

    Porém, o franqueado tem que fazer sua parte para que sua unidade não feche - como quase aconteceu com Mônica Wittner, uma das primeiras franqueadas da Prima Clean Lavanderia modelo Express no estilo self-service, no bairro de Perdizes, zona oeste paulistana, em 2012.

     

    No início, ela, que tinha uma carreira na área de tecnologia, achou que não precisava estar à frente do negócio o tempo todo, e colocou uma gerente para cuidar da loja. No último ano, porém, os números pioraram, e ela chegou a colocar a franquia à venda. 

     

    Como fechar "não é um propósito", segundo Claudia, a rede se aproximou oferecendo suporte. E como as negociações não se concretizavam, a franqueada decidiu assumir a liderança na loja.

     

    Resultado: nos últimos seis meses, a carteira de clientes cresceu 100%. "Se o franqueado não coloca a mão na massa, as chances de o negócio prosperar diminuem consideravelmente", diz Mônica.

     

    Para Claudia, não existe mágica numa franquia: "Não basta simplesmente comprar uma marca e aguardar a chegada do sucesso. É preciso realmente fazer acontecer".

     


    Fonte: Diário do Comércio




  • Franqueadores facilitam pagamento para atrair os microempreendedores

    Publicado em 30/06/2016 às 11:00  

    Ação de redes tem como objetivo garantir a abertura de novas lojas em meio à recessão

     

    Na outra ponta, bancos querem fazer negócio com um dos ramos do varejo com menor taxa de mortalidade

     

    São Paulo - Para atrair o investidor, e seguir expandindo mesmo em meio à crise, inúmeras redes de franquias passaram a permitir o parcelamento do investimento inicial. Em geral, esse estímulo vem em duas frentes: oferecido pela própria empresa e por meio de parcerias com bancos.

     

    A rede de franquias de bares Nosso Bar, da Ambev, começou em meados do ano passado a oferecer o parcelamento do aporte inicial em até quatro vezes sem juros, e também iniciou uma parceria com o banco Santander. O intuito, segundo o gerente corporativo de franquias, Lucas Porto, é estimular o pequeno empreendedor no Brasil, e vem em linha com o aumento da procura de novos interessados no negócio.

     

    "Foi uma forma de ajudar o microempreendedor a ingressar na nossa rede. Trabalhávamos muito com a conversão de bandeiras, mas nos últimos anos cresceu bastante a procura de novos investidores", afirma o executivo.

     

    A parceria com o banco oferece um prazo maior para o financiamento do investimento, que pode chegar a 48 meses - com prazo de carência de 6 meses. É cobrado, no entanto, uma taxa de juros mensal, a partir de 1,98%.

     

    As duas ações vêm se provando corretas, e, de acordo com Porto, quase 100% dos novos investidores têm optado por utilizar o benefício. "Atualmente, é muito difícil fecharmos um contrato sem o parcelamento", ressalta.

     

    Outra rede de franquias que começou recentemente a oferecer o estímulo foi a Doctor Feet, que presta serviços de podologia. A empresa, que possui cerca de 80 franquias no Brasil, permite o parcelamento do investimento inicial em até quatro vezes sem juros e, assim como o Nosso Bar, iniciou uma parceria com o banco Santander. As duas iniciativas começaram dois meses atrás, e, segundo o gerente de expansão da companhia, Mário Gasperini, desde a fundação da rede - 18 anos atrás - essa é a primeira vez que eles permitem o parcelamento.

     

    Isso ocorreu por entenderem essa como uma necessidade recorrente dos investidores. "Temos sentido que eles estão com um capital menor e buscando cada vez mais por esse tipo de facilidade", afirma.

     

    Em relação à parceria com o Santander, o executivo explica que ela permite financiamento de até 50% do valor total.

     

    Apesar de ambas terem iniciado o parcelamento em decorrência da atual conjuntura, e como forma de estimular a abertura de novas unidades, as duas empresas afirmam que mesmo com a estabilização da economia o benefício deve continuar, já que é uma forma de estimular o micro e pequeno empreendedor. "Acho que o parcelamento direto, da própria rede, será uma prática permanente da empresa", diz Gasperini, da Doctor Feet.

     

    Interesse dos bancos

     

    Essa procura cada vez maior de empreendedores com interesse em investir em franquias também foi percebida pelos bancos, que ampliaram seus serviços voltados para o setor. O Santander, por exemplo, anunciou na 25° edição da ABF Expo Franchising uma linha de crédito de R$ 1 bilhão para o segmento e a criação de um núcleo especializado na área.

     

    O Bradesco, por sua vez, anunciou no evento o aumento do limite máximo de financiamento em sua linha de crédito, que passou para R$ 250 mil para as microempresas, e R$ 375 mil para as pequenas.

     

    Segundo o superintendente executivo de pequenas e médias empresas do Santander, Marcelo Aleixo, os principais fatores que influenciaram nessa decisão foram: o volume alto de crescimento do segmento - com mais de 140 mil unidades franqueadas - e o faturamento superior a R$ 138 bilhões em 2015.

     

    "Além disso, essas empresas têm uma taxa de mortalidade muito baixa. Os clientes que nos procuram para esse financiamento, normalmente têm uma chance de sucesso muito grande, porque já vêm com uma marca e um modelo de gestão conhecidos, com produtos já testados pelo mercado", afirma o executivo.

     

    Com isso em mente, o banco pretende dobrar o número de clientes franqueadores até o final deste ano.

     

    No primeiro trimestre, o Banco já contava com 85 redes de franquias brasileiras na carteira de clientes.

     

    Fonte: DCI - SP - Por: Isabela Bolzani


     




  • Franquias entram em nova fase de expansão

    Publicado em 08/11/2015 às 17:00  

    As franquias brasileiras vão entrar em uma nova e mais abrangente fase de expansão internacional. A aposta é de André Friedheim, diretor internacional da Associação Brasileira de Franchising (ABF). Três são os fatores que justificam a aposta. A conjuntura do país, que favorece busca de alternativas no exterior, agora com um câmbio mais favorável. O amadurecimento do franchising nacional, que aprendeu com boas e más experiências recentes no exterior. E uma nova estratégia de apoio a internacionalização que está sendo desenvolvida em conjunto pela ABF e a Apex Brasil.

     

    A ação conjunta prevê criar uma espécie de incubadora de franquias no exterior. A primeira será em Miami, nos Estados Unidos. A ideia é montar um escritório conjunto, nesse caso em um espaço já existente da Apex, no qual um grupo de franquias compartilhe as despesas iniciais, da secretária e contador a advogado e consultor. "É uma base, que permite ao empresário estruturar seu negócio, conhecer o mercado e definir estratégia e parceiros sem um grande desembolso", diz Friedheim.

     

    A ideia é reunir dez franquias em uma primeira experiência. "Ainda nem apresentamos formalmente a proposta na ABF e já temos mais de 35 interessados."

     

    A ação conjunta entre ABF e Apex Brasil prevê criar uma espécie de incubadoras de franquias no exterior

    A ABF e a Apex trabalham em conjunto há uma década, estimulando a internacionalização de franquias brasileiras por meio de participação em feiras, rodadas de contatos internacionais com potenciais parceiros e disponibilização de pesquisas mercadológicas.

     

    Esse trabalho, segundo Friedheim, teve um papel fundamental na internacionalização da maioria das franquias brasileiras. Hoje são 106 marcas presentes em 53 países, sendo 96 com unidades franqueadas e 10 apenas por meio de exportações. "Nossa expectativa é que esse número chegue a 200 em cinco anos", diz o executivo.

     

    A primeira onda de internacionalização ocorreu nos anos 1990, mas nem todas experiências foram bem-sucedidas. Dois exemplos emblemáticos foram o da rede Amor aos Pedaços, na Flórida (EUA), e do Habib's, que tinha um plano de 150 lojas no México, abriu seis, que fecharam depois de cinco anos. "As redes se aventuram sem conhecer o mercado e os hábitos de consumo local", diz Friedheim.

     

    Mas também houve casos de sucesso, como o da Localiza, que iniciou sua internacionalização em 1992, quando o Brasil enfrentava uma crise política e econômica que culminou com o processo de impeachment do presidente Collor. "A presença no exterior evita a dependência excessiva de um único mercado. Sempre existe um país que está indo bem e nos permite crescer", diz Bruno Andrade, diretor de franchising da rede.

     

    É a situação atual, diz o executivo. A expansão dos negócios no exterior, principalmente na Colômbia, Argentina e Chile, foi de 23% em 2014 e no Brasil, de 9,7%. "Em 2015 a diferença deve ser maior."

     

    O franchising, diz Andrade, permite uma presença internacional sem que a empresa tenha que fazer grandes desembolsos com ativos no exterior. No caso da Localiza, todas as agências no exterior são franqueadas.

     

    Em 2014, a companhia obteve um faturamento de R$ 3,9 bilhões. O principal negócio, a locação de veículos, é feita por uma rede de 552 agências que somam uma frota de 117,7 mil veículos. As agências franqueadas são 242, sendo 67 em sete países da América do Sul. A estratégia de expansão internacional é cautelosa. Andrade diz que a Localiza busca parceiros locais em cada país no qual opera. "Empresários que conhecem o mercado e as regras sob as quais atua. Nossa participação é oferecer o know-how do negócio", diz.

     

    A internacionalização da rede de depilação Depyl Action é recente e, como diz sua proprietária, a empresária Danyelle Van Straten, surgiu da oportunidade. Há sete anos, uma cliente brasileira foi morar na Venezuela. Descobriu que não havia nenhuma clínica de depilação com tecnologia igual da rede brasileira. A Depyl Action tem um sistema com base em uma cera depilatória de desenvolvimento próprio. Por outro lado, percebeu que havia uma grande demanda reprimida. Hoje essa ex-cliente opera duas unidades da rede, uma em Maturín e outra em Lechería.

     

    Danyelle diz que operar na Venezuela foi uma verdadeira graduação em internacionalização. Ele teve que aprender a lidar com uma grande burocracia para registrar a cera depilatória no país, aprender como abrir empresas e ainda enfrentar as dificuldades em atuar em um país que exerce um rígido controle sobre o câmbio e a remessa de divisas para o exterior. "Hoje estamos preparados para atuar em qualquer país", diz.

     

    A Depyl Action possui uma rede de 94 lojas, das quais 91 franqueadas. No momento, finaliza um plano de expansão internacional, que deve contemplar num primeiro momento países das Américas. A meta não é pequena. Em uma década, a Depyl Action planeja se tornar referência mundial em depilação.

     


    Fonte: Valor Econômico




  • Franquia é porta de entrada para empreendedor fora do Brasil

    Publicado em 29/10/2013 às 17:00  

    Nem o fracasso fez Salim Bukahi, 59, desistir do desejo de ter um negócio nos Estados Unidos.

    Em meados dos anos 2000, ele tentou levar uma confecção brasileira ao país, mas a empresa não deu certo.

    Bukahi decidiu, então, mudar de ramo e aderir ao sistema de franquias, caminho mais comum para estreantes em negócios, nos Estados Unidos.

    Ele diz que decidiu investir no segmento por causa do apoio que a franqueadora propicia. "Estou comprando conhecimento de trabalho de anos. Já é uma estrutura montada", diz Bukahi, hoje dono de três lojas de alimentação Subway na Flórida.

    A rede tem ao menos outros seis brasileiros franqueados nos Estados Unidos.

    Todo mês, três empresários do Brasil, em média, procuram ajuda para repetir os caminhos trilhados por Bukahi e seus colegas.

    As alternativas vão desde negócios menores, como um posto de entregas de encomendas, até uma grande unidade de restaurante.

    Enquanto o investimento na primeira opção começa em cerca de US$ 150 mil (R$ 330 mil), na segunda, a cifra facilmente supera US$ 1 milhão (R$ 2,2 milhões).

    Para o empresário maranhense Armando Silva, 32, os US$ 500 mil (R$ 1,1 milhão) pagos pela loja de alimentação Chickenow são uma diversificação nos negócios que têm no Brasil, entre eles duas franquias do mesmo ramo.

    Ele afirma que há espaço para investir mesmo em um mercado maduro como o americano. "As franquias continuam se reinventando, criando outros conceitos. Demanda sempre existe", diz.

    O movimento de brasileiros à procura de novos negócios fez com que a imobiliária Elite International criasse um segmento para atender clientes que até então investiam só em imóveis nos EUA.

    As franquias passaram a integram a carteira de opções oferecidas em feiras organizadas para investidores brasileiros.

    Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado-21/10/2013


     




  • Três franquias foram abertas por hora no primeiro semestre

    Publicado em 03/09/2013 às 13:00  

    De janeiro a junho de 2013, foram realizadas o equivalente a 765 inaugurações por mês ou 25 por dia

    O levantamento da Rizzo Franchise mostra que vale à pena apostar em franquias por ser uma forma de empreendedorismo eficiente e promissora. Além disso, uma pesquisa do Sebrae aponta que a taxa de mortalidade das franquias é de 15%, contra 80% dos demais negócios. Conheça alguns exemplos de franquias de diferentes segmentos para abrir o próprio negócio .

    Segundo a pesquisa da Rizzo Franchise, de janeiro a junho de 2013, foram realizadas o equivalente a 765 inaugurações por mês ou 25 por dia, ou seja, cerca de três franquias foram inauguradas por hora útil no primeiro semestre. Foram 4.591 novas unidades instaladas de redes já existentes, totalizando 195.059 unidades em todo o Brasil.

    Em paralelo a isso, um estudo da Endeavor mostra que mais da metade dos brasileiros querem abrir o próprio negócio: cerca de 76%. Dos entrevistados, 20% diz que é "muito provável" que o façam. 50% disseram que pretendem empreender já nos próximos cinco anos.

    Em meio a este cenário, existem possibilidades de empreender no Espírito Santo, bem como cases de sucesso. Veja os exemplos abaixo de diferentes segmentos como opção no mercado:

    Saúde e Beleza

    O setor de saúde e beleza foi o que segundo mais cresceu. Foram 722 novas unidades

    D'pil: Trata-se de uma empresa 100% brasileira, que trouxe um conceito inovador de fotodepilação, fotorrejuvenescimento e fototerapia através do método de Luz Intensa Pulsada. A rede D'pil possui mais de 460 unidades espalhadas por todo território nacional e inicia suas atividades em diversos países da América Latina e Europa. A marca se destaca por estar em constante inovação, buscando no mercado de ponta as melhores opções para agregar benefícios aos seus clientes, com segurança comprovada por certificações nacionais e internacionais. 

    Negócios e serviços

    Este ficou em primeiro lugar, com 873 novos franqueados

    Seguralta Franchising: A Seguralta Bolsa de Seguros está no mercado há mais de 40 anos com mais de 100 mil clientes atendidos, assessorando-os para proporcionar tranquilidade e segurança. Desde 2008, a Seguralta Franchising disponibiliza modelos de negócios no formato de franquias. As franquias oferecem seguros individuais e empresariais, previdência privada, consórcio de imóveis & automóveis e financiamento de veículos. São mais de 500 unidades no Brasil nos modelos Standard e Home Based.

    Praquemarido : Incorporada a SMZTO Holding de Franquias em 2011, a empresa Praquemarido possui atualmente 75 franqueados e é referenciada no mercado pelo meticuloso processo de expansão, que prioriza a padronização e qualidade dos serviços prestados em cada unidade de atendimento. Seguindo esta premissa, a empresa possui rígido processo de capacitação de seus colaboradores e segue regras como apresentação de antecedentes criminais em 100% de suas contratações. 

    Protezione: Lançada em janeiro de 2012, a Protezione é uma empresa do grupo SMZTO Holding de Franquias. Com 35 unidades espalhadas pelo país, a marca se destaca por oferecer serviços personalizados de segurança, desenvolvendo projetos a partir de análises individuais. A franquia inclui a comercialização de equipamentos de última geração e também o oferecimento de serviços de monitoramento e suporte técnico. Para garantir a qualidade e eficiência de cada atendimento, a Protezione treina o franqueado para que ele se torne um profissional especialista em segurança e, assim, possa definir o melhor plano para o seu cliente. 

    Educação e treinamento

    Evolute Cursos Profissionalizantes: Criada em 2008, é uma das principais escolas de cursos profissionalizantes do país, oferecendo formação nas principais áreas do mercado de trabalho. São cerca de 50 cursos focados em segmentos como informática, marketing, finanças, design, além de setores específicos como os de petróleo e gás, sucroalcooleiro e turismo. Distribuída em 80 unidades, a marca Evolute está presente em todas as regiões do país.

    Informática

    Sr Computador: foi fundada em 2012 e oferece consertos e reparos em computadores com profissionais totalmente capacitados que passam por treinamentos especializados ao serem contratados. Afora isso, também comercializa produtos de informática e tecnologia nas unidades. A rede oferece modelos atrativos de investimento em Loja Física e Home Based.

    Limpeza e Conservação

    House Shine: Já são 250 unidades House Shine espalhadas por todo o país. A empresa disponibiliza duas profissionais, que antes passam por um treinamento criterioso, para realizar diferentes tipos de limpeza em até no máximo 4 horas. Um fator que impulsiona o crescimento da House Shine é a PEC das Domésticas (Proposta de Emenda à Constituição 478/2010), que amplia os direitos dos trabalhadores domésticos, que passam a receber benefícios diretamente do empregador, como recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), pagamento de hora extra, adicional noturno e padronização de 44 horas semanais de trabalho.

    Fonte: Revista Incorporativa.


     




  • Sua empresa pode virar uma franquia?

    Publicado em 23/05/2013 às 17:00  

    Antes de fechar a questão, empresário deve saber se negócio já foi testado e se possui outras unidades que funcionem com o mesmo padrão

    O faturamento do setor de franchising em 2012 foi de R$ 103 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), o que faz com que muitos empresários cresçam o olho para o formato de franquias. Entretanto, nem todo o empreendimento pode adotar esse modelo. Antes de tomar a decisão, especialistas explicam que o aspirante a franqueador deve avaliar se o seu negócio foi profundamente testado e se possui outras unidades que funcionam de maneira semelhante - a empresa também deve ter no mínimo um ano de mercado, alertam.

    A empresária Sheila Rigler, proprietária da agência de namoro e casamentos Par Ideal, em Curitiba, esperou sua empresa se consolidar no mercado para planejar ser uma franqueadora. Em 2006, ela decidiu negociar a venda de uma franquia da agência, que existe há 18 anos. Depois de várias reuniões, a compra por um empresário de outro estado já estava acertada.

    Avalie

    Veja alguns cuidados para planejar a abertura - ou não - de franquias da empresa.

    . Conheça bem o sistema de franquias e a legislação específica;

    . O negócio deve ter no mínimo um ano de mercado, para que esteja bem estruturado, além de possuir outras unidades que funcionem de maneira semelhante;

    . Avalie, com a ajuda de um consultor de franquias, se o negócio é franqueável. Esse profissional vai fazer um estudo detalhado sobre a situação da empresa, se há espaço no mercado para o novo empreendimento e a sua viabilidade financeira;

    . Avalie se o novo negócio é rentável;

    . Determine se a abertura de uma franquia é viável para um franqueado e em quanto tempo ele vai recuperar o investimento.

    Antes de fechar o contrato, porém, Sheila encontrou por acaso o futuro franqueado em uma festa. A empresária notou que seu comportamento não era compatível com o que a sua empresa acreditava e fez com que ela repensasse se deveria ou não franquear. "Eu percebi que a Par Ideal não poderia ser uma franquia normal. Trabalhamos com sentimentos e precisamos estar próximos dos clientes. Como vou saber o que faz cada franqueado?", questiona. Hoje a Par Ideal tem apenas uma única sede, em Curitiba.

    De acordo com o diretor e organizador da Franchising Fair, Ademar Pahl, para saber se a empresa é franqueável é preciso contar com o apoio de uma consultoria. O empresário deve, ainda, procurar conhecer as leis do setor e se espelhar em cases de sucesso, além de aprender com os erros cometidos por outros empreendedores.

    O consultor de franquias Marcus Rizzo aconselha analisar o mercado, se há espaço para a empresa e se é viável economicamente para quem vai fazer o investimento. "A franquia não pode mudar as características do negócio para se adaptar a um determinado mercado. As franquias não são para marcas e produtos, são para negócios, que são franqueáveis", explica.


     




  • Saiba se você tem perfil para rede de franquia

    Publicado em 19/06/2011 às 19:00  

    O candidato a franqueado deve ter em mente que ele não terá um “emprego vitalício”

    Franqueados e franqueadores devem se submeter a um diagnóstico complexo para saber suas possibilidades de trabalhar em rede. O diretor executivo da 5A Consultoria - André Vidmar dá algumas dicas, para quem quer se envolver com uma rede de franquia

    Terminou sábado (11), em São Paulo, a maior feira de franchising da América Latina, a ABF Franchising Expo. Quatrocentos expositores exibiram suas marcas e suas oportunidades de negócios, inclusive para microfranqueadores, a tendência do momento, na qual com um pequeno investimento inicial, o empreendedor pode instalar um pequeno comércio varejista.

    Para André Vidmar, especialista da 5A Consultoria, antes de arriscar o nome de sua empresa, o candidato a franqueador deve fazer um diagnóstico minucioso de seu negócio para descobrir se a vocação de seu empreendimento é mesmo para uma rede de franquias. E, no caso dos futuros franqueados, é necessário saber se o pretendente tem perfil para pertencer a uma determinada cadeia de produtos ou serviços. “Não basta apenas registrar sua marca no INPI, criar uma identidade visual e sair por aí procurando franqueados. Há que ter um plano de negócios e, antes disto, é importante ter um exame dos seus fatores críticos de sucesso para que possam ser replicados para toda a rede”, recomenda.

    De outro lado, o franqueado precisa ter perfil empreendedor. “Para uma rede iniciante, o ideal é que o parceiro seja o dono do negócio e não apenas um investidor. Dessa forma, o comprometimento é maior”, acredita.

    Franqueado e franqueador devem lembrar-se que irão manter um relacionamento interpessoal. Vidmar sentencia: “Competência para gerir pessoas é outro ponto que deve ser analisado. Nem todo profissional tem esse potencial, muitas vezes é um fator a ser adquirido por meio de capacitações de liderança.”

    Segundo Vidmar, o candidato a franqueado deve ter em mente que ele não terá um “emprego vitalício”. “Isto é erro muito comum”, avalia. Para o consultor, um negócio requer tomada de decisões, relacionamento com pessoas, análise de potencial e, principalmente, precisa de investimentos para sua manutenção, pelo menos nos primeiros anos. “Ser dono do próprio negócio implica em ser o seu próprio patrão e ter responsabilidades com folha de pagamento, fornecedores, clientes e com a própria rede de franquia”, analisa.

    Outros pontos a ser analisados referem-se à localização, canais de distribuição, promoção, produto e gestão. “Faça uma análise dos riscos e das vantagens do negócio. Saiba se a cultura do franqueador é aderente à sua. Examine as possibilidades de retorno do investimento e o prazo para atingir o ponto de equilíbrio. Conheça sua região e saiba as potencialidades de seu mercado. Não vá apenas pelo encantamento de ter uma boa marca em seu portfólio. Um negócio deve ser estudado antes de ser implantado. Planejamento é fundamental para que o empreendimento dê certo”, informa o consultor da 5A.

     Já para o franqueador, instalar uma rede deve levar em consideração se o modelo de negócio que teve sucesso, numa determinada região e situação, pode fazer sucesso em outras condições. Conheça o potencial de seu negócio. Promova o alinhamento da sua rede, estabeleça métricas de gestão, canais de comunicação e de aprimoramento da marca, dos produtos ou serviços. E, de acordo com André Vidmar, elabore um diagnóstico prévio para saber como superar os riscos que seu empreendimento pode sofrer ao ser compartilhado com terceiros.

    Fonte: Revista Incorporativa



  • Franquia de fisioterapia cresce e atrai clientes com página na internet

    Publicado em 26/03/2011 às 17:00  

    Quando criou o ITC Vertebral (Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral), em 2005, o fisioterapeuta Helder Montenegro queria lançar sua nova técnica de tratamento de hérnia de disco. Desenvolvida pelo próprio Montenegro, ela alia a fisioterapia manual ao uso de modernas mesas importadas. Paralelamente, o fisioterapeuta montou o site www.herniadedisco.com.br, com informações sobre problemas da coluna. Por meio do site, Montenegro e sua técnica se tornaram conhecidos e, em pouco tempo, começaram a chegar pedidos de diversas regiões do Brasil. Para atender à demanda, o ITC Vertebral abriu uma unidade em São Paulo, em 2008, e começou sua expansão como franquia. A rede cresceu 880% em dois anos e hoje conta com 37 unidades.

    “Antes, as pessoas iam para São Paulo para se tratar. Em função do site e do programa para tratamento de hérnia de disco, isso se inverteu” diz Helder Montenegro. “Começamos a receber pacientes até de Portugal, da Espanha”. Ele chama a atenção para o bom nome utilizado no domínio do site. A ferramenta serviu de alavanca para o aumento no número de clientes.

    O empresário logo percebeu o potencial de expansão que sua clínica adquiria, mas não tinha dinheiro para abrir filiais em outras cidades. Aconselhado por pessoas próximas, ele optou pelo franchising, que sairia mais barato do que a expansão feita com unidades próprias. Ele investiu R$ 45 mil para formatar negócio. “São poucos os profissionais liberais, como médicos, dentistas, fisioterapeutas, que têm coragem para empreender. Para mim, foi o melhor investimento que fiz”. Hoje ele se gaba por ganhar publicidade gratuita com a divulgação na mídia dos números que sua empresa tem alcançado.

    Fisioterapeutas empresários

    Além do impulso dado pelo site, a técnica “Reconstrução Músculo Articular da Coluna Vertebral”, aplicada no ITC Vertebral, é apontado por Hélder Montenegro como o segredo do sucesso de sua clínica. O tratamento foi criado em 2004, um ano antes da abertura da clínica em Fortaleza, com o objetivo de livrar da cirurgia pacientes com problemas na coluna. O site do Instituto mostra como funciona cada etapa do programa, que começa com fisioterapia manual, passa por tratamento em mesas de tração e flexão e termina com musculação e pilates.

    O rápido crescimento do ITC Vertebral dá uma idéia do interesse despertado em médicos e fisioterapeutas. Após o início da operação em franchising, a empresa abriu unidades em todas as regiões do país. O faturamento da rede cresceu vertiginosamente em dois anos, saltando de R$ 744 mil em 2008 para R$ 7,296 milhões em 2010. Além das duas unidades próprias – em Fortaleza e em São Paulo – e dos atuais 37 franqueados, a empresa pretende abrir mais 16 clínicas até o final deste ano.

    O fundador do ITC Vertebral diz que recebe cerca de 30 pedidos de interessados na franquia por mês e que poderia crescer de forma ainda mais rápida. “Mas esse é um serviço profissional de saúde, cujo cliente final é alguém que está sentindo muita dor, sofrendo bastante. Tem que ter muita organização e planejamento”, afirma Montenegro, ressaltando a importância do rigor na seleção de franqueados. Apenas fisioterapeutas com no mínimo três anos de experiência na área, pós-graduação concluída e que de preferência já possuam clínica podem se credenciar ao ITC Vertebral.

    O franqueado da marca pode adotar o programa de “Reconstrução Músculo Articular” na clínica que já possuía. Ele recebe as mesas de tratamento em regime de comodato. Essa estratégia, segundo Montenegro, barateia a franquia. “Uma mesa dessa custa R$ 40 mil. Se o colega fisioterapeuta tivesse que pagar por ela além da taxa de franquia, iria desembolsar R$ 80, R$ 90 mil”. Quem arca pelos custos dos equipamentos é franqueadora, que diz recuperar rapidamente o investimento com royalties. “Todos os nossos franqueados dizem que tiveram retorno antes de oito meses, com margem de lucro de 40%. Em todos os casos, o ITC Vertebral passou a ser o principal negócio da clínica deles”, completa o empresário.

    Clientes na Internet

    No plano de expansão do ITC Vertebral, a internet apareceu como um elemento inesperado, mas que se tornou peça fundamental do negócio. Além de divulgar o tratamento para a coluna, o site da empresa funciona como um distribuidor de pacientes. As mensagens enviadas por eles são lidas por uma equipe formada por três fisioterapeutas, que respondem e os encaminham para a região onde há uma unidade da rede. “Somos uma franquia que fornece o cliente para o franqueado” diz o mentor do projeto.

    Outra contribuição positiva dada pelo site é a diminuição de custos para a rede e para os franqueados. Um exemplo disso é que o ITC Vertebral não possui taxa de publicidade. “Nossa publicidade é o próprio site”, diz Hélder Montenegro. O crescimento da empresa pode ser medido pelo aumento de visitas ao site. A página www.herniadedisco.com.br, que traz dicas e informações sobre o tratamento de hérnia de disco e de outras doenças da coluna vertebral, recebeu 363 mil page views de 2008 para 2009, saltando para 1,826 milhões de page views entre março de 2010 e março de 2011. O fisioterapeuta também mantém o site www.itcvertebral.com.br. Ambos os endereços disponibilizam as cidades onde o ITC Vertebral está presente.

    Quanto custa ter uma franquia ITC Vertebral

    Tipo de negócio:                     

    Clínica de Fisioterapia

    Data de fundação da empresa:

    Julho de 2005

    Investimento inicial:

    R$ 65 mil

    Taxa de Franquia:

    R$ 46 mil

    Royalties:

    De R$ 2,3 mil a R$ 4 mil

    Capital de giro:

    R$ 10 mil

    Taxa de publicidade:

    Não há

    Faturamento médio mensal:

    R$ 20 mil a R$ 30 mil

    Lucro líquido:

    40%

    Prazo médio de retorno do investimento:

    Entre 8 e 12 meses

    Prazo de contrato:

    5 anos

    Regiões de interesse:

    Todas

    Área mínima da unidade:

    45 m2

    Funcionários:

    Quatro fisioterapeutas em cada unidade

    Apoio ao franqueado:

    Treinamento, escolha do ponto, consultorias (projeto arquitetônico, administrativo, gerenciamento e marketing), prospecção de clientes para a rede por meio da internet (sites www.herniadedisco.com.br e www.itcvertebral.com.br)

    E-mail:

    contato@itcvertebral.com.br

    Site:

    www.itcvertebral.com.br

    Telefone:

    (11) 3078.1591 / (85) 3263.2717



  • Implantação de Franquia internacional pede cautela

    Publicado em 27/05/2007 às 10:00  
     

    Trazer uma marca internacional para operar no Brasil por meio de uma franquia ou máster-franquia não é tão simples quanto pode parecer. Entre os dias 27 e 30 de junho, a Associação Brasileira de Franchising - ABF realizará a ABF Franchising Expo, maior feira de franquias do Brasil. Nesse evento, várias empresas internacionais procurarão por investidores que desejam tornar-se franqueados.

    "O investidor precisa conhecer a fundo o sistema de franquia a ser importado, inclusive quanto à possibilidade de adequação e adaptação ao mercado brasileiro, em termos legais e de práticas e costumes locais. Adequação de contratos, registros de marcas e patentes, importação e uma série de outras questões legais são necessariamente relevantes para viabilizar o negócio", explica Melitha Novoa Prado, advogada especializada em franchising e relacionamento de redes.


    Fonte: Pequenas Empresas Grandes Negócios


  • Vem aí o prêmio das melhores franquias

    Publicado em 04/04/2007 às 09:00  

    As redes de franquia de todo o país já podem se inscrever para participar da quarta edição do anuário As Melhores Franquias do Brasil, uma publicação especial da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, que chegará às bancas em junho.

    A exemplo das edições anteriores, o anuário trará a relação das melhores marcas do país para aqueles interessados em abrir um negócio, com dados sobre investimento, faturamento e áreas disponíveis para expansão. Também premiará as melhores redes em 12 categorias, entre elas, alimentação, vestuário, saúde e bem-estar e ensino de idiomas.

    O anuário é único no seu gênero no mercado: a avaliação inclui uma pesquisa sigilosa de satisfação dos franqueados, feita pela FGV Projetos, núcleo de consultoria da Fundação Getulio Vargas (FGV) de São Paulo, responsável pelo levantamento desde 2005. A FGV Projetos desenvolveu a metodologia da pesquisa com o apoio de um conselho formado por franqueadores e especialistas do setor.

    Podem participar todas as redes de franquias que têm contratos de acordo com a Lei 8.955, de 15 de dezembro de 1994, reconhecida como a Lei da Franquia no país. A participação é gratuita.

    Os franqueadores que desejarem participar têm até o fim de abril de 2007 para entrar em contato com a FGV Projetos, pelo telefone (11) 3281-3269 ou e-mail premiofranquias@fgvsp.br.

    Conheça o Regulamento do prêmio clicando aqui.


    Fonte: Pequenas Empresas e Grandes Negócios - Ed. 218, Fev/07.


  • Aspectos legais da franquia

    Publicado em 15/03/2007 às 11:00  

    Como todo empreendimento, o sistema de franchising apresenta aspectos nos quais são destacados pontos importantes na formatação de uma franquia. Na hora de estruturar o sistema, é preciso contar com a ajuda de um advogado especializado em franchising, para que todos os documentos que legalizam o empreendimento sejam regidos da forma apropriada.

    Documentos de Vínculo

    Existem quatro documentos básicos de vínculo entre franqueador e franqueado: Circular de Oferta de Franquia (COF), pré-contrato, contrato de franquia e contrato de locação ou sublocação.

    A COF representa a primeira etapa. Por meio dela, franqueado e franqueador começam a se conhecer e a estabelecer um contato. Ainda é uma fase sem muitas intimidades e definições, um momento superficial, para verificar afinidades básicas.

    O pré-contrato é aplicado na fase em que franqueador e franqueado já se conhecem o suficiente e vislumbram um relacionamento mais duradouro. As afinidades já foram identificadas, mas ainda não é uma decisão definitiva.

    O contrato simboliza o momento em que a relação é efetivada e legalizada. O contrato de locação, por sua vez, representa a escolha do local e tem papel fundamental para a perpetuação da relação.

    COF - Circular de Oferta de Franquia

    A Circular de Oferta de Franquia deverá ser fornecida aos interessados pelo menos 10 dias antes da assinatura do pré-contrato ou contrato, sem necessidade do pagamento de qualquer taxa ou valor monetário. O artigo 3º da Lei nº 8.955, de 15 de dezembro de 1994 (DOU de 16-12-1994), é claro quanto ao que deve constar da COF:

    - Histórico resumido, forma societária, nome completo e razão social do franqueador e de todas as empresas a que esteja diretamente ligado;

    - Balanços e demonstrações financeiras do franqueador relativos aos dois últimos exercícios. Se a empresa tiver menos de 2 anos de vida, deverá apresentar os demonstrativos desde sua constituição;

    - Pendências judiciais que envolvam o franqueador, as empresas controladoras e titulares das marcas, patentes e direitos autorais relativos à operação;
    - Descrição detalhada da franquia, do negócio e das atividades que serão desempenhadas pelo franqueado;

    - Perfil do franqueado ideal (experiência, nível de escolaridade e outras características obrigatórias ou, ao menos, preferenciais, conforme critérios do franqueador);

    - Requisitos quanto ao envolvimento direto do franqueado na operação e na administração do negócio;

    - Descrição detalhada do investimento inicial necessário à implantação da franquia, taxas de filiação ou caução, e ainda valor e custos estimados das instalações, equipamentos e estoque inicial;

    - Informações precisas quanto a taxas periódicas (royalties, aluguéis, seguro etc.) e demais valores a serem pagos pelo franqueado ao franqueador, ou a terceiros por este indicados;

    - Relação completa de todos os franqueados (nome, endereço e telefone), subfranqueados e subfranqueadores, bem como os que se desligaram da rede nos últimos 12 meses;

    - Modelo do contrato de franquia a ser firmado.

    Franqueados: cuidados básicos

    Num franchising todos podem ganhar, franqueadores e franqueados, porém como em qualquer negócio, existem cuidados básicos a serem tomados, como por exemplo, no caso dos franqueados, é interessante eles verificarem se a franquia oferece:

    1 - Experimentação comprovada (unidade-piloto)
    2 - Padronização técnica (manuais)
    3 - Difusão assegurada (treinamento)
    4 - Formalização expressa (contrato)
    5 - Rentabilidade verificada (lucros).


    Fonte: SEBRAE.

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